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terça-feira, 25 de junho de 2013

Confissão de culpa

 Os compadres não têm antídoto.

A voz rouca das ruas retumbou pelo país afora e meteu medo no poder de tal maneira que, mais do que revelarem isso no olhar, os senhores e senhoras dos anéis, acabaram confessando sua culpa, sua máxima culpa pela caujsa que levaram à indignação do povo.

A velha guerrilheira Dilma Vana saiu da trincheira palaciana para explicar. E, como sempre acontece com quem tem culpa, explicou mas não justificou.

Quem a assistiu no primeiro improviso por escrito na TV e quem a escutou abrindo a Cúpula dos Compadres, percebeu uma confissão de responsabilidade disfarçada em abertura solene de pauta: "Nós estamos ouvindo essas vozes que querem mais; que querem mais saúde, mais educação, mais transporte, mais segurança"...

Pronto, nem precisava saber do que falavam nesse conclave de culpados, nesse compadrio de hipocrisias, para saber porque Dilma Vana não disse que "essas vozes" queriam menos corrupção, menos gastos, menos desvios, menos impunidade, menos desigualdade...

A confissão de incompetência, de descaso, de falsidade estava ali, no ato inaugural da reunião de emergência dos compadres que, ao fim e ao cabo dos salamaleques de sempre, culminaram com a proposta "criminosa, absurda e desumana" de um plebiscito para fazer a reforma política que adormece no Congresso há 25 anos.

Tão crimonosa, absurda e desumana, quando aquele boato plantado pela Caixa Federal sobre o fim do Bolsa Família, assim classificado pela própria Dilma quando pensou que o "crime" era obra dos imaginários opositores.

E tão rota e esfarrapada foi a proposta de agora que foi apenas um reles cópia - talvez pelo soprão no ouvido que levou na véspera em São Paulo - da sugestão de plebiscito que um cara chamado Luiz Erário Lula da Silva fez em 2006, no auge do escândalo do mensalão que, na época, não mereceu passeata, nem marcha, nem contramarcha.

Dilma Vana, valeu-se agora do plebiscito para desencarnar a pressão pelas malfeitorias dos malfeitores do seu governo, mero prolongamento da Era Lula, tempo de compra e venda de almas e siglas partidárias.

Dilma Vana, desta feita, tomou-se de prudência. Andou olhando as orelhas do Príncipe, de Maquiavel. E aconselhando-se com seu bruxo de casamata, vendo que o dano não tinha remédio, remediou a crise  dissimulando uma saída de débil astúcia, atirando um plebiscito para explodir no colo dos seus compadres enquanto tenta tirar o corpo fora. 

Ela que se prepare pela arapuca que armou nesse baile de cobras. É que essa cobras criadas estão acostumadas a devolver a quem lhes dá veneno, outros venenos bem mais danososo e letais.

Assim é que, a voz rouca das ruas retumbou nos salões do poder. O povo já sabe que o veneno mortal para essa pandilha de compadres é a verdade. A verdade nua e crua.

Para a verdade nua e crua, essa horda de depredadores do patrimônio público não tem antídoto.