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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Lula, a bola da vez


Sempre haverá um lençol para ser compartilhado

Lula anda pra lá de inquieto. Não bastasse a popularidade de Dilma, agora vem essa história de cadeia pra os mensaleiros do seu governo e, como se não bastasse, ele sabe que é a bola da vez pela primeira vez nessa peça de teatro que já encerrou o primeiro ato.

E como não basta mesmo, até o ministro Marco Aurélio Mello do Supremo, vem dando seu pitaco de toga dizendo que "eu não posso imaginar como alguém atilado como é o ex-presidente Lula, safo como eu disse, não tivesse conhecimento do que estava ocorrendo na República".

Pior que isso, vem agora o ministro de Dilma, Luiz Roberto Barroso, relator do processo chamado pelos lulistas de Mensalão Tucano mexer com as abelhas.

Bolas, ninguém melhor do que Lula sabe que os tucanos só não pediram o seu impeachment em 2006, centro nervoso do escândalo mensaleiro, porque estavam engasgados até os gorgulhos no mesmo tipo de mexe-mexe cometido para turbinar a candidatura de Azeredo ao governo das Minas Gerais em 98.

Isso lá é hora de mexer com isso? Claro que é. Mensaleiro - seja qual for a logomarca, estrelada ou atucanada - tem que ir para onde estão agora Zé Dirceu e seus sequazes. Para cada um deles sempre haverá  - como disse ontem o atilado senador Suplicy - "um lençol para ser compartilhado".

RODAPÉ - Esse senhor ministro Aurélio de Mello já era para ter arregaçado a toga e partido da retórica para a ação efetiva que se espera de quem tenha o domínio de um fato. Ora se tem essa dúvida atroz quanto à sapiência descuidada de Lula, então que vá fundo e faça o que tem que fazer em nome da ordem, do progresso, da lei, do direito e da justiça. Ganha bem e muito bem pra isso.