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quarta-feira, 31 de julho de 2013

A cabeça desse governo

 Em ali plantando, nada dá de bom.

A cabeça da gente desse governo, um corpo estranho no organismo das democracias, está cheia de esterco. E o pior é que, em ali plantando nada dá de bom. É que não serve nem como adubo.

Vejam que eles semeiam na seara democrática há mais de 20 anos, contando a estiagem dos tucanos, e nada de bom até agora se criou. A não ser que você veja com bons olhos frutos com Sarney, Beira-Collor e outros bichados e contaminados.

Depois de plantar um canteiro eleitoral para 2014, semeando dois anos a mais na safra acadêmica dos cursos de medicina, agora desenterrou a semente vencida. Simples assim, como colher uvas que estão verdes, não prestam.

Depois de ceifar mais de R$ 900 milhões do orçamento das Forças Armadas fez chover R$ 4 bilhões do dinheiro brasileiro na horta dos parlamentares. Simples assim.

Agora anuncia, com cheiro de terra seca e nenhuma fertilidade para a nação ingênua, que vai replantar 11 bilhões de reais em "investimentos". Alhures assim; simples assim.

"Investimento", meu caro agricultor sem terra e sem medo de ser feliz, "investimento"é a chave de ouro que abre todas as portas para licitações peneiradas, o meio mais rápido e rasteiro de lavar dinheiro das burras públicas e tapar o sol da safadeza com a peneira.

Um colibri me contou que vem aí mau tempo. A lona de um imenso mensalão vai cobrir o solo amado dessa pátria mãe gentil.

A verdade é que, quando essa gente usa a cabeça, infesta a Esplanada dos Ministérios e transforma o Brasil num imenso pântano, num incomensurável terreno alagadiço, em que semeando adubo cerebral, faz nascer uma floresta de corruptos verdes e maduros, prontos para se dar e vender.

Eles proliferam assim porque não precisam de esterco de má qualidade. Todos eles se adubam de per si, por moto próprio, sem sangue, suor ou lágrimas. 

De minha parte lhes digo, não suporto o cheiro putrefato que sai da cabeça desses semeadores de grãos da maldade, cujo fruto lhes sacia a sede por dinheiro e lhes satisfaz a fome da ganância. Satisfaz, mas não mata o seu insaciável e desmedido apetite.