NOTÍCIA É A VERSÃO QUE ESTÁ NAS ENTRELINHAS

sexta-feira, 30 de maio de 2014

IN/CREDIBILIDADE
Quando a OAB sai em defesa da tese mensaleira de que condenados não precisam cumprir 1/6 da pena para pode trabalhar de dia fora da cadeia, está advogando em causa própria. Seria um descalabro seus melhores advogados perderem essa enorme fatia de mercado. E um desfavor à oportunidade de emprego para tão impolutas e reconhecidas figuras do útil universo da mão-de-obra especializada em afanações e surrupios. Esses companheiros bons e batutas não podem ficar sem trabalhar. Ou não seriam do Partido dos Trabalhadores, pô!

SE...
Já pensou se Joaquim Barbosa fosse o Lula? Chegaria no fim de junho, voltaria ao plenário do Supremo e diria: - Surpresa! Eu tava só brincando; vou ficar até o fim. Tomara que, depois de escrever seu livro, no seu doce relax e gozo, ele não seja igual ao FHC e peça "esqueçam o que escrevi". Não, Barbosa não é Lula nem FHC.

NAUFRÁGIO
Ninguém me tira da cabeça que esse governo é uma nau sem rumo. Pior, uma nau dos insensatos sem rumo. Pior ainda, é uma nau de democracia que, depois de singrar tantos mares e temporais, está naufragando pelo motim dos piratas que estão a bordo.

OUTROS DIAS
Sabe por que, apesar desse poder estabelecido, eu não acredito numa revolução para restabelecer a democracia nesse país? Porque, para fazer uma revolução é preciso que haja uma democracia estabelecida. Redemocratizar o que não existe não é coisa para pessoas de boa índole; é coisa do outro mundo. Mas acredito que, apesar desse fantasmagórico poder estabelecido, amanhã há de ser outro dia.

VAI TER, SIM SENHOR!
Vai ter Copa, sim senhor! E vai ter eleição, sim senhor! É que, as ditaduras só se sustentam pelas urnas, quando não podem continuar sem elas no poder.

ELEIÇÃO E COPA
Eleição no Brasil da Silva é como a Copa: o governo quer que a gente torça pra dar certo.

O PERIGO
Há mais de 35 anos em Brasília, entre idas e vindas ao Congresso Nacional, como jornalista às vezes e como trabalhador brasileiro sempre, cheguei à conclusão que o perigo dos "representantes do povo" é que, invariavelmente, eles se limitam a representar o país nos seus defeitos. Sei lá, mas a metade da minha vida me ensina que a gente não precisa dessa gente.