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sexta-feira, 23 de maio de 2014

Marco Regulatório para Contratação de ONGs

"Vamos garantir mais transparência e mais segurança". 

Hoje foi dia de palanque para Dilma, em Brasília. A gente diz assim, porque todo dia é dia de palanque, mas nem sempre é em Brasília. Hoje foi.

E a president@ se cercou de criancinhas que ainda nem sabem o que é vaia e pode discursar e prometer à vontade. Ela, lançou, assim em petit comité, como grande novidade, o que chama de Política Nacional de Participação Social.

Ela se entusiasmou e tropeçando na própria frase disse que sem isso não haverá reforma política: "Não haverá reforma política se não tiver nesse processo participação social". Aí, para nos poupar o tempo de crítica, ela ressaltou: "Não haverá".

Pois é, companheiros e companheiras, o tempo do verbo é sempre futuro. Sempre será, terá, haverá... É que, nesse tempo todo de Lula pra cá, tudo vai ser, ainda não é. São já 12 anos de promessas inconclusas, embora peremptórias.

O decreto que ela assinou com feitio de "política nacional" tem por objetivo "fortalecer os mecanismos e as instâncias democráticas de diálogo entre Estado (leia governo) e a sociedade".

O papel inclui o marco regulatório - como Dilma e Lula gostam disso - sobre a contratação de ONGs. Epa! Isso parece faca de dois le/gumes. Com marco regulatório, fica mais fácil ainda selecionar os mais chegados e aconchegados.

Mas Dilma não perdeu a pose e rebateu críticas a respeito das relações do governo com as tais organizações e foi fundo: "vamos garantir mais transparência e mais segurança". Epa, de novo!

Quer dizer que as relações estão precisando mesmo de "mais transparência e mais segurança"? Ah, bom. Se não tinham e não têm ainda, então precisam.

Se essa transparência e essa segurança vão ser iguais à transparência e a segurança que tiveram os negócios da Petrobrás nos últimos anos, então a gente já sabe do que é mesmo que Dilma estava falando nesta apaixonante sexta-feira.