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segunda-feira, 28 de julho de 2014

CABO-ELEITORAL DE COSTAS LARGAS
Nada mais oportuno que deixar Padilha, em São Paulo e alavancar Rui Costa, na Bahia.

No PT essa coisa de eleição e candidato e marqueteiro e cabo-eleitoral e palanque e os diabo a quatro está ficando uma graça. O candidato está mal? Chama, chama o hospital. E o remédio é sempre o mesmo: Lula da Silva. É o salvador das almas perdidas em urnas desvalidas.

Agora mesmo a cúpula do PT "deu" a Lula a tarefa de alavancar a eleição de Rui Costa, concorrente petista ao cargo de governador da terra do Senhor do Bonfim.

E então já que a alavanca de Lula não está levantando nem sequer o poste Alexandre Padilha, lá em São Paulo, o cabo-eleitoral mais comum e mais barato do país vai para a Bahia pescar votos como se fossem camarão catado.

É missão um pouco menos impossível do que a Operação Padilha que não passa dos 4% nas pesquisas eleitorais. Rui Costa consegue se manter nos 8% desde que foi apresentado como candidato ao povo baiano.

A nova série da carreira de Lula é uma pequena amostra de como se deixa ao abandono um companheiro que vai mal das pernas.

No caso do presidente de honra do PT, isso não é novidade nenhuma. O que menos lhe tem custado ao longo desses 12 anosa de poder é dar as costas aos que não tem bala na agulha.

Essa sistemática atitude até tem favorecido ao conhecido grito escapatório de Lula "me apunhalaram pelas costas!".

A notícia mesmo é que, desta feita, é que ele, logo ele, o mestre dos mestres,  foi "autorizado" pelos seus subalternos de dentro do próprio partido.

Uma saída oportunista para não deixar de lado o companheiro Padilha nessa hora em que, mais do que jogá-lo às próprias feras, sua pífia performance como candidato coloca em risco o prestígio, o cartaz de Lula como o grande Arquimedes da alavanca petista, a incansável engrenagem propulsora de votos no Brasil da Silva.