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terça-feira, 29 de julho de 2014

ISRAEL & SANTANDER
Assédio por assédio, isso tem preço, sim senhor.

Não me dou lá essas coisas com bancos, nem com banqueiros - pertençam eles ao extrato social a que pertençam, da rede privada, da cadeia oficial, ou do jogo do bicho.

Até por isso, não dei muita bola para a celeuma que foi criada em torno daquele memorando do Santander aos seus clientes com contas acima de R$ 10 mil, prevenindo-os contra os riscos que advirão de uma eventual reeleição de Dilma Vana.

Mas, enchi os tubos; não dá pra continuar fazendo cara de paisagem para mais essa demonstração de totalitarismo do governo que vem nos governando demais.

A indignação de Lula e seus companheiros, e de Dilma toda braba e mal-educada recusando as desculpas da direção do banco porque achou o pedido "protocolar demais" é a própria cara do espírito intervencionista e ditatorial que anima a ex-brizolista Dilma, hoje de profissão petista, ainda chefe do governo brasileiro.

O banco é uma instituição privada, com fins lucrativos, devidamente registrada em juntas comerciais e similares, plenamente aceita para agir à cata de lucros e vantagens para si e talvez até seus clientes, no território nacional.

O governo não gostou do que leu e o pau comeu. Esse governo é assim. Sua democracia dura até o ponto em que vê, escuta ou lê alguma coisa que não esteja na sua cartilha.

A partir daí, tem unhas e dentes para praticar assédio moral e até empregar a força, o poder do prende e arrebenta para voltar a não ter medo de ser feliz.

Essa reação do governo Dilma diante do Santander é tão "desproporcional" quanto a que ela imputa a Israel no conflito milenar com a Palestina, hoje ferido, desferido e conferido lá na conturbada Faixa de Gaza.

Enquanto a direção do Santander não ajoelhar e rezar, o governo Dilma não se dará por satisfeito. Sem ideologia, fisiológico por vocação e profissão, esse governo - insisto - só estará contente quando conseguir realizar suas necessidades fisiológicas.

E esse tipo de assédio desproporcional, a três meses de uma eleição, com sérias dificuldades de arrecadação para campanha tem preço, sim senhor. A moeda corrente nesse marketing case é popularidade à brasileira, não na boca do caixa, na boca da urna.