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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Outro Pateta

Manuel Dias, ministro do Trabalho de Dilma, não sabia de nada do que estava acontecendo debaixo do seu nariz. Entrou num ninho de mafagafes, cheio de mafagafinhos e não desmastifagafizou ninguém. Não sabia que o seu secretário executivo estava envolvido até os gornes numa falcatrua de pelo menos R$ 400 milhões, coisa corriqueira naquele ninho que já foi de Carlos Lupi, o revisteiro de Brizola.

E Manuel Dias, coitado, não sabia de nada. Nem fazia nada. Era, no mínimo um come-e-dorme a mais na Esplanada. Um desses tipos assim de fachada que infestam um regime que tem plano de poder, mas não tem programa de governo.

Manuel Dias, como Lula no mensalão, não sabia de nada; também não sabia, não via e não fazia nada no seu ministério, como um dia não sabiam e não faziam nada Wagner Rossi, na Agricultura; Alfredo Nascimento, nos Transportes; Pedro Novais, no Turismo; Orlando Silva, no Esporte; Ideli Salvatti, na Pesca; Palocci, na cadeira de eminência gata e parda...

Nesse grande palco de diversões, Manuel Dias é só mais um pateta. Um pateta que mal consegue esconder o Pluto que tem dentro dele. E a bruxa malvada não faz nada. Esses contos infantis, essa ficção inocente já estão cansando a beleza da nação brasileira. Melhor é ler de novo O Pequeno Príncipe. Não, O Príncipe, de Maquiavel, não. Basta o noticiário do Planalto.