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domingo, 15 de setembro de 2013

Rigor e Mansidão

Volta e meia  dou uma rebuscada nas páginas de uma veneranda edição em idioma original de Don Quijote de La Mancha. É ali que Miguel de Cervantes dá uma ajeitadinha faceira no meu claudicante castelhano. Mais do que isso, tiro dali em boas horas alguns preceitos ditados pelo notável herói satírico.

Desde o clamoroso empate de 5 a 5 no julgamento de embargos infringentes que vejo no ministro Celso de Mello um Cavaleiro da Triste Figura. Fosse esta quarta-feira vindoura uma quarta dos tempos de Dom Quixote, eu diria neste capítulo que "los jueces discretos castigan, pero no toman venganza de los delitos".

Como aqui não se trata de um texto de Cervantes e nem Celso de Mello é um De la Mancha, em verdade, em verdade vos digo: pior, muito pior do que um juiz rigoroso é um juiz manso e compassivo.

E que então na quarta-feira Celso de Mello vença os moinhos de vento, já que o Brasil não é uma peça de ficção e ao brasileiro nada mais resta do que torcer pelo paladino da justiça contra os labregos; ou, como nos velhos tempos do Brasil de verdade: torcer pelo mocinho contra os bandidos.